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sábado, 1 de outubro de 2011

História da Língua Inglesa 4 (A Bíblia do Rei James)


. . .Em 1611, James, rei da Inglaterra, encarregou um grupo de estudiosos com uma nova tradução para a Bíblia. Por sua beleza literária, ela logo tornou-se a mais popular versão da Bíblia em língua inglesa e, sendo lida por multidões nas mais diversas regiões, ajudou a padronizar o próprio idioma.

Não há dúvidas, portanto, da importante contribuição da "Bíblia do Rei James" para o desenvolvimento do inglês moderno. Porém, ao longo dos anos esta importância tem sido exagerada, chegando-se ao cúmulo de alguém dizer que "a Bíblia do Rei James é o próprio DNA da língua inglesa".

Neste ano em que a obra completa 400 anos, muitos estudos sobre ela tem sido divulgados recolocando sua importância para a língua inglesa em níveis realísticos.

Assim, sabemos com certeza que:

1- Ela apresenta muitas expressões que são largamente utilizadas até hoje, podendo a sobrevivência destas expressões ser atribuída exatamente ao contínuo sucesso desta obra. No entanto, estas expressões NÃO foram inventadas para ela, já existindo antes de sua publicação.

2- Embora tenham sido consultados os textos em hebraico (para o Antigo Testamento) e em grego (para o Novo Testamento), esta tradução baseou-se mais em traduções anteriores (especialmente na "Bíblia do Bispo") para chegar ao resultado final.

3- Ela foi criada para ser lida em voz alta nas igrejas, assim tomou-se muito cuidado com a beleza sonora e a métrica poética das frases. Porém, o resultado final ultrapassou todas expectativas, fazendo com que esta versão da Bíblia seja considerada uma das mais belas obras literárias em língua inglesa da história.

4- Como já mencionado acima, ela NÃO foi a primeira tradução da Bíblia para o inglês. Na verdade quase cem anos antes já existia a tradução de William Tyndale (também consultada pelos tradutores do Rei James).

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

História da Língua Inglesa 3 (William Shakespeare)


. . .A língua inglesa somente tornou-se o idioma oficial da Inglaterra em 1509. Até esta época ela não possuia regras fixas de gramática que valessem por toda a ilha, e também seu vocabulário apresentava grandes variações com muitas palavras sendo utilizadas em algumas regiões mas não em outras.

Neste cenário surgiu William Shakespeare, escritor de imenso talento que padronizou um vocabulário e gramática para toda a Inglaterra. Simples, não?

Na verdade, não foi tão simples assim. O objetivo de Shakespeare era basicamente compor grandes obras, que pudessem alcançar grande sucesso. Para isto, ele precisava de mais do que a colcha de retalhos que era a língua inglesa da época fosse capaz de proporcionar, então "reformulou" algumas coisas do idioma para aumentar sua capacidade de expressão, inclusive introduzindo nele muitas palavras novas.

Suas obras obtiveram extraordinário sucesso por sua qualidade literária e, de forma indireta, influenciaram profundamente a língua inglesa pois quanto mais sucesso faziam, mais as pessoas passavam a adotar o modo de falar e vocabulário contidos nelas - tornando-os em uma espécie de "inglês padrão" da própria Inglaterra.

Podemos comparar isto, em uma escala muito menor, à influência que novelas da Globo têm no português de outros países, como em Angola (notícia (antiga) que achei no Google agora: "Novelas Brasileiras Causam Danos na Língua Portuguesa").

E assim, graças à Shakespeare, e graças também a Bíblia (como veremos no próximo capítulo), surgiu o "Inglês Moderno"!

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domingo, 28 de agosto de 2011

História da Língua Inglesa 2 (palavras do francês)

Mais um capítulo da série "História da Língua Inglesa em 10 Minutos", lançada pela "Open University".

Desta vez, o período apresentado vai de 1066, quando os normandos (franceses) invadiram a Inglaterra, a 1453, quando eles finalmente deixaram a ilha após a "Guerra dos Cem Anos". Nestes quase 300 anos o francês assumiu status de idioma oficial, sendo utilizado inclusive por aristocratas e militares que sequer conseguiam entender o inglês ainda usado pela população comum.

Isto deu origem a algumas situações interessantes. Por exemplo, enquanto a população falante de inglês criava "cow", "sheep" e "swine" (ou "pig"), os ricos que falavam francês comiam "boef", "mouton" e "pork".

As três primeiras palavras (e mais "pig") eram usadas pelos falantes de inglês para se referirem aos animais "vaca", "carneiro" e "porco", enquanto as três últimas eram usadas pelos falantes de francês com os mesmos significados. No entanto, como estes não criavam os animais, mas apenas os comiam, tornou-se comum o uso das 3 primeiras para se referir aos animais vivos, e das 3 últimas para se referir ao uso destes animais como comida. Isto ainda ocorre hoje, como qualquer estudante de inglês logo aprende (com as grafias modernas de "beef", "mutton" e "pork" para as 3 últimas).


Transcript em inglês e tradução (livre, sem fins didáticos):






As cerca de 10.000 palavras introduzidas à língua inglesa durante este período eram as mais variadas, mas podemos chamas a atenção para palavras relacionadas a governo, beleza, arte, literatura etc, como "crown", "castle", "army", "beauty", "poet",
"romance", "colour" ("color" nos EUA), "governor" etc ("coroa", "castelo", "exército", "beleza", "poeta", "romance", "cor", "governador" etc).

Observações:

"Excuse my English" - trocadilho com "Excuse my French", expressão usada para se desculpar pelo uso de termos impróprios ou ofensivos em uma fala.
"Domesday Book" - livro com o levantamento de grande parte das propriedades (terrenos) da Inglaterra, feito a pedido de William o Conquistador em 1086.
"John Grisham" - escritor americano atual de estórias de detetives.
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

História da Língua Inglesa 1 (anglo-saxões etc)

A "Open University" lançou há alguns dias uma série de vídeos contando a história da língua inglesa em 10 minutos, e com muito bom humor.

O primeiro vídeo (abaixo) mostra o período que vai do ano 410, quando os romanos abandonaram a ilha (Britânia) após cerca de 400 anos de domínio, até próximo ao ano 1000.

Embora o domínio romano tenha sido tão longo, apenas cerca de 200 palavras vieram deles até os dias de hoje, entre elas "win", "candel", "belt" e "weall" (atualmente "wine", "candle", "belt" e "wall" (vinho, vela, cinto e muro)). Isto ocorreu pois os povos que invadiram a ilha após a saída dos romanos quase não tiveram contato cultural com eles.

No entanto, muitas outras palavras de origem latina foram acrescentadas posteriormente à língua inglesa, como vocês verão neste e nos demais vídeos da série.


Transcript em inglês e tradução (livre, sem fins didáticos):






Milhares de palavras utilizadas neste período sobreviveram até os dias de hoje, elas são exatamente as palavras mais "básicas" da língua inglesa (aquelas utilizadas no dia a dia), como "house", "food", "sing", "night", "sleep" (estas de origem anglo-saxônica), "anger", "cake", "egg", "skirt", "smile" (estas de origem nórdicas (vikings)) etc (casa, comida, cantar, noite, dormir, raiva, bolo, ovo, saia, sorriso etc).

No próximo capítulo, veremos como os normandos (franceses) trouxeram palavras relativas a poder e lei ao dominarem a Inglaterra por cerca de 300 anos.
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