![]() | . . . | Em 1611, James, rei da Inglaterra, encarregou um grupo de estudiosos com uma nova tradução para a Bíblia. Por sua beleza literária, ela logo tornou-se a mais popular versão da Bíblia em língua inglesa e, sendo lida por multidões nas mais diversas regiões, ajudou a padronizar o próprio idioma. Não há dúvidas, portanto, da importante contribuição da "Bíblia do Rei James" para o desenvolvimento do inglês moderno. Porém, ao longo dos anos esta importância tem sido exagerada, chegando-se ao cúmulo de alguém dizer que "a Bíblia do Rei James é o próprio DNA da língua inglesa". Neste ano em que a obra completa 400 anos, muitos estudos sobre ela tem sido divulgados recolocando sua importância para a língua inglesa em níveis realísticos. |
Assim, sabemos com certeza que:
1- Ela apresenta muitas expressões que são largamente utilizadas até hoje, podendo a sobrevivência destas expressões ser atribuída exatamente ao contínuo sucesso desta obra. No entanto, estas expressões NÃO foram inventadas para ela, já existindo antes de sua publicação.
2- Embora tenham sido consultados os textos em hebraico (para o Antigo Testamento) e em grego (para o Novo Testamento), esta tradução baseou-se mais em traduções anteriores (especialmente na "Bíblia do Bispo") para chegar ao resultado final.
3- Ela foi criada para ser lida em voz alta nas igrejas, assim tomou-se muito cuidado com a beleza sonora e a métrica poética das frases. Porém, o resultado final ultrapassou todas expectativas, fazendo com que esta versão da Bíblia seja considerada uma das mais belas obras literárias em língua inglesa da história.
4- Como já mencionado acima, ela NÃO foi a primeira tradução da Bíblia para o inglês. Na verdade quase cem anos antes já existia a tradução de William Tyndale (também consultada pelos tradutores do Rei James).



