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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Como Anda a Qualidade do Inglês no Brasil?

Fizeram-me esta pergunta recentemente, e eu respondi enviando estes links com notícias recentes sobre o tema.

21/08 Correio Braziliense:
Sem Dominar Inglês, Estudantes Buscam Bolsas De Estudos Em Países Ibéricos
Dos 14.944 ganhadores de bolsas de estudo no exterior pelo programa Ciência Sem Fronteiras, do governo federal, apenas 1.435 foram para universidades no Reino Unido, Estados Unidos ou Inglaterra. A maior parte dos demais, por não possuírem nível de inglês satisfatório, tiveram que ir para universidades em países como Portugual e Espanha.

10/08 Info Money:
Fluência Em Inglês É Problema Para Executivo Brasileiro
Em uma escala de 1 a 10 usada para a avaliação de fluência em inglês no meio empresarial, a média dos brasileiros é de 2.95, o que os coloca entre os piores falantes de inglês do mundo, segundo estudo da GlobalEnglish. A média mundial está em 4.15.

27/07 O Estado de São Paulo:
O Brasil Não Fala Inglês
Em seu blog, Roberto Lobo menciona o caso da Universidade de Miami, que possui programas de intercâmbios com diversos países do mundo, mas não com o Brasil - devido ao baixo nível de inglês dos brasileiros (o que dificulta a comunicação entre os participantes de intercâmbios).

Infelizmente, esta é a realidade. Apesar de nas grandes cidades brasileiras, atualmente, quase todo mundo estudar inglês, a qualidade deste inglês é tão ruim que acontecem situações como as acima (para não mencionar os milhões de dramas pessoais vividos por aqueles que investiram muitos anos (e consequentemente muito dinheiro) em cursos de inglês, mas não conseguem ser aprovados em nenhuma entrevista de emprego falada neste idioma).

O principal fator para estes resultados negativos parece ser a própria qualidade das escolas de inglês no Brasil, que utilizam métodos arcaicos baseados em decorebas de tabelas gramaticais e frases feitas, apesar das eternas promessas de "conversação" em seu marketing.

Junte-se a isto a crença, ainda muito forte no país, de que basta apresentar um certificado de conclusão de curso, o que ignora o fato de que hoje em dia só o que conta para provar que se fala inglês é... falar inglês!

domingo, 16 de outubro de 2011

O Fim do Inglês Como Idioma Universal?


. . .Ultimamente muito se tem falado sobre um possível fim do domínio do inglês como idioma universal. A teoria é que, com a China tirando a liderança dos EUA no ranking da economia mundial, o chinês também iria retirar do inglês o título de idioma universal.

Aparentemente, esta teoria não leva em conta que:

- O inglês não é idioma universal apenas por ser utilizado nas relações entre americanos e o restante do mundo. Ele também é amplamente utilizado como "língua franca" em relações que não envolvem nenhum país falante de inglês.

- Aliás, o inglês não é o idioma oficial apenas dos Estados Unidos, mas de uma série de países espalhados por todos continentes (Canadá, Inglaterra, Austrália, África do Sul etc).

- Atualmente, a maior contribuição dos EUA e Inglaterra para ajudar a manter o inglês como idioma mais popular do mundo não é a participação na economia mundial, mas a grande popularidade internacional de seus cinema, música e literatura.

- Se hoje em dia bastasse a participação na economia mundial para "impor" o uso de um idioma, grande parte do mundo já estaria falando japonês (não contando os japoneses e seus descendentes, claro), visto que por várias décadas o Japão foi a segunda maior economia do mundo.

- Outro importante fator para que a língua inglesa seja "tão universal" é sua facilidade de aprendizado graças à simplicidade e clareza de suas regras gramaticais.

- Há também um círculo vicioso de uso e aprendizado da língua inglesa que não tem como ser quebrado apenas com mudanças na economia internacional: Todo mundo estuda inglês por ele ser o idioma mais utilizado na internet, no comércio, no meio científico, no turismo etc; e todo mundo o utiliza na internet, no comércio, no meio científico, no turismo etc por ele ser o idioma mais estudado do mundo.

- Com tudo isto a quantidade de material existente em inglês na internet, no meio científico etc (produzido por pessoas e empresas falantes de todos idiomas) é tão gigantesca que seria economicamente inviável refazer tudo com um novo idioma universal.

- Por tudo isto, as próprias empresas chinesas realizam a maioria de seus negócios internacionais utilizando o inglês, pois é mais fácil (e portanto lucrativo) utilizarem o inglês do que esperar que seus parceiros comerciais consigam aprender o chinês.

Eu poderia continuar com esta lista acrescentando à ela motivos pelos quais se surgisse um novo idioma internacional este não seria o chinês. Porém, não é o meu objetivo desanimar ninguém de estudar chinês ou qualquer outro idioma, muito pelo contrário, se puder faça-o! Nunca é demais aprender sobre novas culturas, ainda mais a de um país tão fascinante como a China.

Porém, não o faça acreditando estar se preparando para se comunicar com todo o mundo no futuro... Realmente não há nada que indique que o inglês esteja começando a perder forças como idioma universal.


Você poderá gostar também de:

< O que é TOEFL? Para que serve?
O Brasileiro Não Fala Inglês Bem... >
< História do Inglês 1 (Anglos, Saxões etc)
Tan Hong Ming in Love >

sábado, 1 de outubro de 2011

História da Língua Inglesa 4 (A Bíblia do Rei James)


. . .Em 1611, James, rei da Inglaterra, encarregou um grupo de estudiosos com uma nova tradução para a Bíblia. Por sua beleza literária, ela logo tornou-se a mais popular versão da Bíblia em língua inglesa e, sendo lida por multidões nas mais diversas regiões, ajudou a padronizar o próprio idioma.

Não há dúvidas, portanto, da importante contribuição da "Bíblia do Rei James" para o desenvolvimento do inglês moderno. Porém, ao longo dos anos esta importância tem sido exagerada, chegando-se ao cúmulo de alguém dizer que "a Bíblia do Rei James é o próprio DNA da língua inglesa".

Neste ano em que a obra completa 400 anos, muitos estudos sobre ela tem sido divulgados recolocando sua importância para a língua inglesa em níveis realísticos.

Assim, sabemos com certeza que:

1- Ela apresenta muitas expressões que são largamente utilizadas até hoje, podendo a sobrevivência destas expressões ser atribuída exatamente ao contínuo sucesso desta obra. No entanto, estas expressões NÃO foram inventadas para ela, já existindo antes de sua publicação.

2- Embora tenham sido consultados os textos em hebraico (para o Antigo Testamento) e em grego (para o Novo Testamento), esta tradução baseou-se mais em traduções anteriores (especialmente na "Bíblia do Bispo") para chegar ao resultado final.

3- Ela foi criada para ser lida em voz alta nas igrejas, assim tomou-se muito cuidado com a beleza sonora e a métrica poética das frases. Porém, o resultado final ultrapassou todas expectativas, fazendo com que esta versão da Bíblia seja considerada uma das mais belas obras literárias em língua inglesa da história.

4- Como já mencionado acima, ela NÃO foi a primeira tradução da Bíblia para o inglês. Na verdade quase cem anos antes já existia a tradução de William Tyndale (também consultada pelos tradutores do Rei James).

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

História da Língua Inglesa 3 (William Shakespeare)


. . .A língua inglesa somente tornou-se o idioma oficial da Inglaterra em 1509. Até esta época ela não possuia regras fixas de gramática que valessem por toda a ilha, e também seu vocabulário apresentava grandes variações com muitas palavras sendo utilizadas em algumas regiões mas não em outras.

Neste cenário surgiu William Shakespeare, escritor de imenso talento que padronizou um vocabulário e gramática para toda a Inglaterra. Simples, não?

Na verdade, não foi tão simples assim. O objetivo de Shakespeare era basicamente compor grandes obras, que pudessem alcançar grande sucesso. Para isto, ele precisava de mais do que a colcha de retalhos que era a língua inglesa da época fosse capaz de proporcionar, então "reformulou" algumas coisas do idioma para aumentar sua capacidade de expressão, inclusive introduzindo nele muitas palavras novas.

Suas obras obtiveram extraordinário sucesso por sua qualidade literária e, de forma indireta, influenciaram profundamente a língua inglesa pois quanto mais sucesso faziam, mais as pessoas passavam a adotar o modo de falar e vocabulário contidos nelas - tornando-os em uma espécie de "inglês padrão" da própria Inglaterra.

Podemos comparar isto, em uma escala muito menor, à influência que novelas da Globo têm no português de outros países, como em Angola (notícia (antiga) que achei no Google agora: "Novelas Brasileiras Causam Danos na Língua Portuguesa").

E assim, graças à Shakespeare, e graças também a Bíblia (como veremos no próximo capítulo), surgiu o "Inglês Moderno"!

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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O Mundo Falando Inglês

"The Speech Accent Archive" é outro site muito interessante. No ar desde 1999, ele atualmente contém mais de 1500 arquivos de áudio com leituras de um mesmo texto em inglês feitas por pessoas de todo o mundo.

O objetivo é servir como um banco de dados onde seja possível comparar os diferentes sotaques dos falantes de inglês - inclusive os dos "não nativos", já que também há gravações de brasileiros, japoneses etc.

Por exemplo, clique aqui para ouvir um falante britânico:


E aqui para ouvir um falante americano fazendo a mesma leitura:


O texto em questão é:

"Please call Stella. Ask her to bring these things with her from the store: Six spoons of fresh snow peas, five thick slabs of blue cheese, and maybe a snack for her brother Bob. We also need a small plastic snake and a big toy frog for the kids. She can scoop these things into three red bags, and we will go meet her Wednesday at the train station."

(Apenas de curiosidade, a tradução (livre, sem fins didáticos) é: "Por favor, ligue para a Stella. Peça-lhe para trazer estas coisas da loja: Seis colheres de ervilhas frescas, cinco pedaços grandes de queijo azul, e talvez um lanchinho para o seu irmão, Bob. Também precisamos de uma cobra de plástico e uma grande rã de brinquedo para as crianças. Ela pode enfiar estas coisas em três pacotes vermelhos, e iremos ao seu encontro na quarta na estação de trem.")

Este texto foi criado com o objetivo de incluir o máximo possível de sons da língua inglesa, porém utilizando vocabulário básico.

Seguindo um mapa-múndi, é muito fácil (e divertido) navegar pelo site para ouvir os falantes de diversos países. Clique na imagem abaixo para ir diretamente a este mapa-múndi (abre em nova janela):


Outro detalhe muito legal é que todos podem contribuir com novas gravações, mesmo falantes "não nativos" (brasileiros, por exemplo). Então, está esperando o quê?


Você poderá gostar também de:

< Pratique Sua Pronúncia Com Ela
O Brasileiro Não Fala Inglês Bem... >
< Inglês "Avançado"?
Tan Hong Ming in Love >

domingo, 28 de agosto de 2011

História da Língua Inglesa 2 (palavras do francês)

Mais um capítulo da série "História da Língua Inglesa em 10 Minutos", lançada pela "Open University".

Desta vez, o período apresentado vai de 1066, quando os normandos (franceses) invadiram a Inglaterra, a 1453, quando eles finalmente deixaram a ilha após a "Guerra dos Cem Anos". Nestes quase 300 anos o francês assumiu status de idioma oficial, sendo utilizado inclusive por aristocratas e militares que sequer conseguiam entender o inglês ainda usado pela população comum.

Isto deu origem a algumas situações interessantes. Por exemplo, enquanto a população falante de inglês criava "cow", "sheep" e "swine" (ou "pig"), os ricos que falavam francês comiam "boef", "mouton" e "pork".

As três primeiras palavras (e mais "pig") eram usadas pelos falantes de inglês para se referirem aos animais "vaca", "carneiro" e "porco", enquanto as três últimas eram usadas pelos falantes de francês com os mesmos significados. No entanto, como estes não criavam os animais, mas apenas os comiam, tornou-se comum o uso das 3 primeiras para se referir aos animais vivos, e das 3 últimas para se referir ao uso destes animais como comida. Isto ainda ocorre hoje, como qualquer estudante de inglês logo aprende (com as grafias modernas de "beef", "mutton" e "pork" para as 3 últimas).


Transcript em inglês e tradução (livre, sem fins didáticos):






As cerca de 10.000 palavras introduzidas à língua inglesa durante este período eram as mais variadas, mas podemos chamas a atenção para palavras relacionadas a governo, beleza, arte, literatura etc, como "crown", "castle", "army", "beauty", "poet",
"romance", "colour" ("color" nos EUA), "governor" etc ("coroa", "castelo", "exército", "beleza", "poeta", "romance", "cor", "governador" etc).

Observações:

"Excuse my English" - trocadilho com "Excuse my French", expressão usada para se desculpar pelo uso de termos impróprios ou ofensivos em uma fala.
"Domesday Book" - livro com o levantamento de grande parte das propriedades (terrenos) da Inglaterra, feito a pedido de William o Conquistador em 1086.
"John Grisham" - escritor americano atual de estórias de detetives.
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

História da Língua Inglesa 1 (anglo-saxões etc)

A "Open University" lançou há alguns dias uma série de vídeos contando a história da língua inglesa em 10 minutos, e com muito bom humor.

O primeiro vídeo (abaixo) mostra o período que vai do ano 410, quando os romanos abandonaram a ilha (Britânia) após cerca de 400 anos de domínio, até próximo ao ano 1000.

Embora o domínio romano tenha sido tão longo, apenas cerca de 200 palavras vieram deles até os dias de hoje, entre elas "win", "candel", "belt" e "weall" (atualmente "wine", "candle", "belt" e "wall" (vinho, vela, cinto e muro)). Isto ocorreu pois os povos que invadiram a ilha após a saída dos romanos quase não tiveram contato cultural com eles.

No entanto, muitas outras palavras de origem latina foram acrescentadas posteriormente à língua inglesa, como vocês verão neste e nos demais vídeos da série.


Transcript em inglês e tradução (livre, sem fins didáticos):






Milhares de palavras utilizadas neste período sobreviveram até os dias de hoje, elas são exatamente as palavras mais "básicas" da língua inglesa (aquelas utilizadas no dia a dia), como "house", "food", "sing", "night", "sleep" (estas de origem anglo-saxônica), "anger", "cake", "egg", "skirt", "smile" (estas de origem nórdicas (vikings)) etc (casa, comida, cantar, noite, dormir, raiva, bolo, ovo, saia, sorriso etc).

No próximo capítulo, veremos como os normandos (franceses) trouxeram palavras relativas a poder e lei ao dominarem a Inglaterra por cerca de 300 anos.
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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Quantas palavras em inglês você conhece?

É senso comum, entre os linguistas, de que utilizamos somente cerca de 2.000 palavras em nossas conversas do dia a dia, embora sejamos capazes de reconhecer facilmente mais de 50 mil palavras ao lê-las ou ouvi-las.

Muitas pessoas não têm muita noção do que são 2.000 palavras, e acham que é uma quantidade extraordinária. Mas não é. Observem esta lista (em ordem alfabética) que eu mesmo fiz com 200 palavras da língua inglesa que "quase todo mundo" conhece, mesmo quem jamais fez qualquer curso de inglês:


Então? 2.000 palavras ainda parece ser muito? Se ainda acha isto, note que na lista acima evitei colocar aquelas (centenas) de palavras em inglês que todo mundo conhece por serem parecidas com português na grafia: air, study, city, story, ball, car, fruit, magic, bicycle, universe, president, information etc etc etc.

Ufa! De que tamanho esta lista ficaria?

Mas... Será que conhecer 200 palavras, ou 500 palavras, ou 2.000 palavras significa automaticamente ter fluência no idioma? Certamente que não! Mais do que saber da existência das palavras é necessário saber como e quando utilizá-las nas frases, sabendo construir cada frase de forma correta. Principalmente porque, em inglês, apenas a ordem das palavras já pode alterar completamente a mensagem que se deseja passar em uma frase.

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terça-feira, 5 de julho de 2011

Quais as palavras mais usadas na língua inglesa?

Alguns sites oferecem listas das palavras mais usadas em inglês. Nota-se que muitas destas listas são copiadas e coladas de site em site há muitos anos, mas ainda assim há uma boa variedade, e elas não diferem muito entre si.

Por exemplo, de acordo com uma lista muito confiável elaborada pela editora Prentice Hall, estas são as 200 palavras mais usadas na língua inglesa em revistas, jornais e livros:

1.the
2.of
3.and
4.a
5.to
6.in
7.is
8.you
9.that
10.it
11.he
12.was
13.for
14.on
15.are
16.as
17.with
18.his
19.they
20.I
21.at
22.be
23.this
24.have
25.from
26.or
27.one
28.had
29.by
30.word
31.but
32.not
33.what
34.all
35.were
36.we
37.when
38.your
39.can
40.said
41.there
42.use
43.an
44.each
45.which
46.she
47.do
48.how
49.their
50.if
51.will
52.up
53.other
54.about
55.out
56.many
57.then
58.them
59.these
60.so
61.some
62.her
63.would
64.make
65.like
66.him
67.into
68.time
69.has
70.look
71.two
72.more
73.write
74.go
75.see
76.number
77.no
78.way
79.could
80.people
81.my
82.than
83.first
84.water
85.been
86.call
87.who
88.oil
89.its
90.now
91.find
92.long
93.down
94.day
95.did
96.get
97.come
98.made
99.may
100.part
101.over
102.new
103.sound
104.take
105.only
106.little
107.work
108.know
109.place
110.year
111.live
112.me
113.back
114.give
115.most
116.very
117.after
118.thing
119.our
120.just
121.name
122.good
123.sentence
124.man
125.think
126.say
127.great
128.where
129.help
130.through
131.much
132.before
133.line
134.right
135.too
136.mean
137.old
138.any
139.same
140.tell
141.boy
142.follow
143.came
144.want
145.show
146.also
147.around
148.form
149.three
150.small
151.set
152.put
153.end
154.does
155.another
156.well
157.large
158.must
159.big
160.even
161.such
162.because
163.turn
164.here
165.why
166.ask
167.went
168.men
169.read
170.need
171.land
172.different
173.home
174.us
175.move
176.try
177.kind
178.hand
179.picture
180.again
181.change
182.off
183.play
184.spell
185.air
186.away
187.animal
188.house
189.point
190.page
191.letter
192.mother
193.answer
194.found
195.study
196.still
197.learn
198.should
199.America
200.world


Observando estas listas, sempre me chama a atenção o fato de algumas palavras aparecerem logo nas primeiras posições entre as mais usadas, porém serem consideradas de nível "intermediário" ou "avançado" pelos livros didáticos, aparecendo para os estudantes de inglês (em escolas de idiomas) somente depois de 2 anos de curso não intensivo - Por exemplo: "would" (63a mais usada), "been" (85a mais usada), "must" (158a mais usada), "should" (198a mais usada) etc.

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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ouvindo Inglês - Tempo Para Traduzir?

De vez em quando, coloco aqui algumas explicações sobre um dos motivos pelos quais estudar com traduções não permite que se consiga falar inglês: o fato de, na maioria dos casos, o significado de cada palavra em inglês não coincidir bem com o significado de nenhuma das palavras consideradas como suas "traduções" para o português. (Vide os tópicos "Tradução X Significado para entender melhor o que isto quer dizer)

Mas este não é o único motivo pelos quais o hábito de "ficar traduzindo" não permite que alguém consiga falar inglês. Na verdade existem muitos motivos. Outro deles, por exemplo, é a questão do tempo.

Mesmo que as traduções dessem certo (coincidissem perfeitamente com as palavras em inglês e vice-versa), seria necessário trazê-las à mente rapidamente para

. . .poder traduzir alguém falando, certo? Porém, embora qualquer pessoa tenha tempo mais que suficiente para traduzir cada palavra de um texto que esteja lendo, simplesmente não há tempo suficiente para conseguir traduzir cada palavra falada, por mais que tentem (- e há quem passe décadas, sem sucesso, tentando praticar essa "habilidade").

Ontem e hoje, por exemplo, utilizei um vídeo da CNN em algumas aulas de inglês (como costumo fazer às vezes). Apenas por diversão, eu e um aluno resolvemos contar quantas palavras eram ditas neste vídeo, já que ele possui exatamente 4 minutos (4:00). O resultado? De acordo com a contagem do Word, 972 palavras! Note, no entanto, que o Word conta contrações como sendo apenas uma palavra ("I've", "we'll" etc) e, embora grande parte das palavras em inglês possua apenas uma ou duas sílabas, sendo este um texto "técnico" nele há muitas palavras como "announcement", "scientists", "organization" etc.

De qualquer forma, 972 palavras em 4 minutos redondos significa 243 palavras por minuto, 4 palavras por segundo! E acreditem, isto não fica muito longe da quantidade de palavras que nós, brasileiros falamos por segundo. Experimente pegar um texto e ler em voz normal por 1 minuto, depois conte as palavras e calcule quantas são ditas por segundo (acredito que a média vá ficar em 3 ou um pouco menos).

Sejam 4 palavras por segundo, 3, ou até mesmo duas (em velocidade baixa), não há quem consiga pensar em tanta tradução enquanto vai ouvindo a fala. Na verdade, não temos tempo nem mesmo de repetir mentalmente cada palavra, muito menos de traduzí-la.

Pois aí está. Este é apenas mais um dos motivos pelos quais os professores de inglês afirmam que, enquanto estiver traduzindo, ninguém consegue muito progresso neste idioma.

No próximo post, colocarei este vídeo aqui, juntamente com seu transcript e tradução (livre, é claro). Trata-se de (uma entrevista feita ontem pela CNN sobre o anúncio feito pela Organização Mundial da Saúde de que os celulares podem ser cancerígenos.
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sábado, 23 de abril de 2011

O Brasileiro Não Fala Inglês Bem...

Calma, esta não é uma opinião minha, mas o resultado de um estudo realizado pela instituição "Education First" em que o Brasil ficou com a 31a posição entre os 44 países pesquisados.

O estudo foi realizado apenas entre estudantes de inglês, o que invalida o argumento de que este mal desempenho possa ser consequência de muitos não terem condições de fazer curso de inglês em nosso país. Porém, não há como não observar uma relação, de uma forma geral, entre a renda per capita dos países e seu posicionamento na pesquisa (vide abaixo).

O teste foi realizado com 2.3 milhões de pessoas entre 2007 e 2009 e englobou seções de gramática, vocabulário, leitura e audição. De acordo com a EF, não há porque acreditar que alguns alunos tenham "colado" mais que outros, já que fizeram o teste com o objetivo de eles próprios descobrirem em que nível se encontravam.

Hora de repensarmos se nossas escolas de inglês realmente estão focadas em aumentar a capacidade de comunicação dos seus estudantes. (Eu, pessoalmente, vejo as escolas pedindo muito "decoreba" de frases feitas e oferecendo poucas oportunidades para que tentem criar frases próprias, apesar de todas jurarem que usam o "método comunicativo"...)


INDÍCE DE PROEFICIÊNCIA EM INGLÊS (EF EPI):
Muito Alta:

1 Noruega
2 Holanda
3 Dinamarca
4 Suécia
5 Finlândia

Alta:


6 Áustria
7 Bélgica
8 Alemanha
9 Malásia
 Moderada:

10 Polônia
11 Suíça
12 Hong Kong
13 Coreia do Sul
14 Japão
15 Portugal
16 Argentina

17 França
18 México
19 Rep. Tcheca
20 Hungria
21 Eslováquia
 Baixa:

22 Costa Rica
23 Itália
24 Espanha
25 Taiwan
26 Arábia Saudita
27 Guatemala
28 El Salvador
29 China
30 India
31 Brasil
32 Rússia
 Muito Baixa:

33 Rep. Dominicana
34 Indonésia
35 Peru
36 Chile
37 Equador
38 Venezuela
39 Vietnã
40 Panamá
41 Colômbia
42 Tailândia
43 Turquia
44 Cazaquistão


Veja os gráficos completos no site da Education First.
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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Curso de Inglês On-line?

Tenho notado que "cursos de inglês" on-line é o que não falta. Não posso deixar de notar também que a maioria (pelo menos todos que já verifiquei) são apenas cópias das mesmas explicações de livros de gramática que podemos comprar em qualquer livraria.

Ou seja: não são "cursos de inglês" on-line, e sim "livros de gramática" on-line.

A diferença entre um curso de inglês e um livro de gramática é óbvia: um "livro de gramática" é apenas uma pequena parte de um (bom) "curso de inglês", que tem que ser composto também de conversação com o professor ('speaking'), escrita e correção de redações ('composition'), prática assistida de compreensão de vídeos, palestras etc (sem precisar de traduções, claro), observação e correção constante da pronúncia do aluno etc etc etc (mesmo assim alguns destes itens somente sendo possível em aulas particulares de inglês, claro).

. . .Todos estes elementos que compõem um (bom) curso de inglês é que, somados, vão permitir ao aluno ter fluência quando precisar utilizar o idioma, ao invés de ficar puxando do fundo do poço da memória cada uma das 1000 regrinhas gramaticais, decoradas sem ajuda de conversação, para cada frase que queira fazer.

Aliás, falando em "regrinhas gramaticais", tenho visto algumas que beiram o hilário espalhadas pela internet, parecendo mais com "lendas urbanas" do que com qualquer coisa que possa tornar um idioma viável.

Assim, resolvi acrescentar algumas explicações gramaticais mais esclarecedoras aqui. Porém, por tudo o que foi dito acima, elas não têm, de forma alguma, a pretensão de tornar alguém fluente em inglês. Seu objetivo é apenas somar aos conhecimentos adquiridos em aula, não substituí-los.
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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Inglês Avançado?

I

Nas aulas de inglês, costumo sempre trabalhar com vídeos originalmente produzidos para falantes nativos de inglês (ou seja, vídeos que não foram produzidos visando estudantes de inglês), e é interessante notar que é exatamente quando estes vídeos são feitos para crianças pequenas nativas no inglês que os estudantes brasileiros, muitas vezes, encontram MAIS dificuldades com relação ao vocabulário.

Mesmo em jogos como o Spelling Bee (colocado no post anterior) notamos isso. Nele o vocabulário que aparece na '1a série' é mais "difícil" para os estudantes brasileiros que o vocabulário da '3a série'!

Por que isto ocorre?

Porque o que os americanos e britânicos consideram como sendo "vocabulário básico" não é o mesmo que os estudantes brasileiros de inglês consideram. Palavras extremamente presentes no universo infantil dos americanos e ingleses muitas vezes somente são vistas nos níveis mais avançados dos cursos de inglês para estrangeiros. Por exemplo, os verbos 'twinkle', 'toss' e 'hush'.

twinklingtossinghushing

Já algumas palavras que crianças americanas e britânicas raramente usariam são consideradas "básicas" pelos cursos de inglês para estrangeiros, aparecendo sempre nas primeiras unidades. Por exemplo, os substantivos 'flight', 'interview' e 'office'.

Isto é útil, pois o universo do estudante de inglês como segundo idioma não é o mesmo de uma criança americana ou britânica, portanto, seria ridículo ele aprender as palavras na mesma "ordem" que a criança americana ou britânica aprende.

II

Além disto, os livros de inglês consideram que as pessoas que estudam este idioma precisam dele para viajarem (a turismo ou a trabalho). Assim o vocabulário relativo a aeroporto, restaurante, hotel, informações sobre endereços etc é priorizado.

Porém, NISTO eu noto um certo exagero. Normalmente livros de ensino de inglês esgotam todo o vocabulário relativo a viagens de turismo ou a trabalho em 2 módulos (em cursos não-intensivos de escolas de idiomas dois módulos significa um ano!), enquanto que em termos de gramática o aluno praticamente não sai do verbo "to be" e do "present tense" durante todo este tempo! Um aluno meu disse-me que sua grande frustação quando tentou fazer um curso em escola de inglês foi descobrir que depois de um ano ele já era capaz de pedir, de várias formas diferentes, lagosta em um restaurante mas ainda não conseguia entender absolutamente nada que diziam na CNN!



Coisas que qualquer criança de cinco anos de idade (americana ou britânica) domina com perfeição na fala - como os verbos substantivados, verbos adjetivados, present perfect etc - somente são vistas a partir do módulo 3 no "currículo" das escolas de inglês! No entanto, exatamente por serem pontos "básicos" da língua inglesa, é impossível lermos qualquer texto sem a ocorrência deles dezenas ou centenas de vezes.

Um exemplo pego agora na CNN (clique na imagem para ver este texto no site deles):

clique para ver esta notícia no site da CNN
(Acima sublinhei todos casos de verbos substantivados, verbos adjetivados, e present perfect neste pequeno texto)

Como hoje em dia muitas pessoas que estudam inglês têm como objetivos principais se manter melhor informadas (CNN, BBC etc), assistir a palestras em inglês aqui mesmo no Brasil, ler livros que raramente são traduzidos, navegar com mais liberdade pela web etc, acredito que já esteja na hora de as grandes editoras reformularem seus conceitos do que deve ser muito visto nos primeiros anos e do que pode ser deixado para beeeeem depois.
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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Spelling Bee I

Sem dúvida, a parte "ilógica" da língua inglesa é sua grafia. Por isso, grupos como "The Spelling Society" e "The American Literacy Council" lutam para que haja uma reforma ortográfica na língua inglesa para facilitar o aprendizado da grafia das palavras tanto pelas crianças nativas no idioma quanto pelos estrangeiros que o estudam.

Estes grupos fazem protestos regularmente em frente aos locais onde acontecem as etapas dos "National Spelling Bee", tanto da Inglaterra quanto dos EUA. (Os "Spelling Bees" são competições onde os campeões são quem soletre corretamente a maior quantidade de palavras)

No ano passado, panfletos distribuídos em frente ao local das finais americanas em Washington sugeria que as palavras em inglês deveriam ser "escritas exatamente como são pronunciadas". Assim a palavra "fruit" passaria a ser escrita "froot", e a palavra "slow" seria grafada como "slo"...

Bem, vocês não esperavam que as palavras da língua inglesa fossem "escritas exatamente como são pronunciadas" seguindo as regras da língua portuguesa... Esperavam?

O fato é que, mesmo não seguindo as regras da língua portuguesa, estes grupos gostariam de ver regras mais rígidas para a grafia em inglês. Por exemplo, o som da vogal "o" em "no" seria grafado sempre do mesmo modo em palavras que atualmente são grafadas com vogais diferentes. Ou seja: "slow" passaria a ser "slo", "though" seria "tho", e "no" continuaria sendo "no".

Porém, considerando que "The Spelling Society" foi fundada na Inglaterra em 1908, e "The American Literacy Council" data de 1876, não parece muito promissor que uma reforma ortográfica vá acontecer tão cedo nos países falantes do inglês.

Então, enquanto ela não vem, o negócio é você ir praticando a grafia das palavras do jeito que é atualmente.

Notícia da NBC (em inglês) sobre o protesto (uma professora afirma: "Nosso alfabeto possui mais de 425 formas de montar as palavras de formas ilógicas"):
http://www.nbcwashington.com/news/weird/Can-You-Spell-Controversy-95615224.html

(Inconformado com a sorte do outro competidor, o próximo pensa:
"Claro... Pra mim provavelmente vai cair "Australopithecus")
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sexta-feira, 25 de março de 2011

Overdose de Bullying

I

Bully é uma daquelas palavras que "sempre" existiram na língua inglesa, mas que muitos brasileiros acreditam ser um "termo novo" usado para descrever um "problema social novo"...

De acordo com o Online Etymology Dictionary, o termo surgiu por volta de 1530, porém possuia um significado positivo à época: algo como "meu bem"! Não se sabe como, por volta de 1680 o termo "já" significava "quem abusa dos mais fracos". Uma teoria seria que a palavra bull (touro) possa ter influenciado esta mudança, mas especula-se também que bully possa ter chegado a este significado após ser usado para cafetões, que teoricamente seriam "protetores das prostitutas", mas que na prática muito mais exploram e atormentam do que protegem.

Como verbo, seu uso se popularizou por volta de 1700, e chegou a ser utilizado de forma positiva por um período no século XIX, antes de retornar ao seu significado negativo.

http://www.etymonline.com/index.php?term=bully
(Análise etmológica da palavra bully no site especializado Online Etymology Dictionary)

II

Bem, se o termo é bem antigo, o que dizer do ato em si? Se alguém acredita que seja algo novo o prazer de atormentar os mais fracos ou (mais comum entre as crianças) os mais tímidos, pergunte aos seus pais, avós, bisavós... se não havia tal coisa em suas escolas, ou mesmo no relacionamento entre irmãos.

O que mudou hoje não é o bullying em si, mas a atitude que os mais velhos têm com relação a este problema. "Antigamente", principalmente nos EUA, acreditava-se que isto era uma parte "chata" mas necessária ao processo de aprendizado; que as crianças tinham que resolver estes problemas entre elas, sem interferência dos adultos, para que ganhassem confiança, não crescessem sempre esperando que outros que resolvessem seus problemas etc.

Mas a cada novo caso de estudantes franco-atiradores em escolas nos EUA, as pessoas começaram a perceber que talvez bullying não fosse uma prática tão "útil" assim ao aprendizado das crianças. De um lado pode fazer com que quem pratica cresça arrogante e sem respeito às regras - inapto para o convívio em sociedade; de outro pode fazer com que quem sofre as constantes agressões cresça sem nenhuma autoconfiança - e com sérios problemas psicológicos (como é o caso da maioria destes franco-atiradores em escolas).

http://www.msnbc.msn.com/id/18169776/ns/us_news-crime_and_courts
(Notícia da NBC: Colegas de turma afirmam que o atirador sofria bullying)

III

Bem, voltando à análise da palavra em si, e não do problema... Você pode ter notado que comecei falando da palavra bully, e terminei usando a palavra bullying.

Já vi na internet muitas pessoas considerarem bullying como sendo uma "variação" de bully. Mas na verdade, não se trata de nenhuma "variação", apenas de uma "flexão" que é possível com qualquer verbo da língua inglesa e utilizada (entre outras coisas) para criar um substantivo.

Não vou explicar aqui como um verbo se transforma em substantivo acrescentando-se ing pois se em uma (boa) aula de inglês a maioria dos alunos precisa de um bom tempo para entender este conceito - o que dizer de algumas poucas linhas em um blog!

Mas vou abrir um parêntese aqui para refrescar a memória de quem já tenha alguma noção de como isto funciona. Eis alguns exemplos de verbos que se transformaram em substantivos (verbos substantivados) retirados do discurso de Barrack Obama no Rio:

"I love that movie, with its singing." (o verbo sing virou substantivo)
"its dancing..." (o verbo dance virou substantivo)
"That's my understanding." (o verbo understand virou substantivo)

Portanto, é natural dizer algo como:

"Let's end bullying." (o verbo bully virou substantivo nesta frase que tem sido tão repetida ultimamente: "Vamos acabar com o bullying.")

http://www.america.gov/st/texttrans-english/2011/March/20110320161349su0.7009653.html
(Transcript do discurso do presidente americano Barrack Obama no Teatro Municipal do Rio de Janeiro)

Lembre-se que os substantivos criados com o acréscimo de ing são substantivos abstratos. Assim bullying é um substantivo abstrato, enquanto que bully além de ser um verbo, é também um substantivo concreto (a pessoa que pratica esta ação).

Exemplos:
That boy is a bully. (Aquele menino é um bully)
. . . . . . . . . . . . . . . . .bully = substantivo concreto
He bullies my brother. (Ele maltrata meu irmão)
. . . . . . . . . . . . . . . . .bully = verbo
There is a lot of bullying at that school. (Tem muito bullying naquela escola)
. . . . . . . . . . . . . . . . .bullying = substantivo abstrato

IV

Algumas expressões que, no Brasil, eram usadas para estes casos antes de bullying tornar-se o padrão:

ficar abusando de ~ (atualmente costuma ser usado somente com conotação sexual, ao contrário de "antigamente")
ficar caçoando de ~ (= bullying psicológico)
ficar de covardia com ~
ficar de crueldade com ~
ficar de marcação com ~
ficar na cola de ~
ficar tirando sarro de ~ (psicológico, atualmente costuma ser usado somente para brincadeiras leves)
pegar no pé de ~
por ~ na roda
viver maltratando ~

(1) Ao invés de "ficar", pode-se usar também "estar", ou até "viver" (veja exemplos abaixo).
(2) Algumas destas expressões já não eram mais usadas há tempos, outras ainda são usadas por pessoas que ainda não se acostumaram com a tendência de substituí-las por expressões com a palavra bullying.

Alguns exemplos: "Os moleques mais velhos estão sempre colocando ele na roda", "Estão de covardia com ele só porque ele é baixinho", "Ficam abusando dele na escola porque ele não fala bem o nosso idioma", "Os colegas vivem maltratando ele", "Tem uma turma que está sempre de covardia com ele","Estão pegando no pé dele desde que ele chorou por causa de uma nota"...

Note que estas expressões, assim como acontece com a palavra bully entre os falantes de inglês, não são usadas somente para situações em escolas.

V

Eu gostaria de finalizar com o vídeo e transcript do que nos últimos dias reacendeu (mais uma vez) o debate sobre esta questão (aquele vídeo do australiano que jogou o bully no chão), mas o YouTube está excluindo sistematicamente todas cópias a pedido da família do bully, que esta semana simplesmente se tornou o menino mais xingado de toda a rede mundial.

http://www.heraldsun.com.au/news/national/casey-heynes-breaks-silence-over-bully-video-from-chifley-college-and-thoughts-of-suicide/story-e6frf7l6-1226025127646
(Reportagem do Herald Sun australiano sobre este caso)

Reportagem (em inglês) no Herald Sun australiano sobre bullying em escola

=> Os textos deste blog são de autoria de João Rodegheri, exceto onde mencionado o contrário. <=
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segunda-feira, 21 de março de 2011

Quem fala um segundo idioma é mais inteligente?

O site Voz da América em inglês simplificado (Voice of America in Special English) apresentou um artigo muito interessante, o qual tomo a liberdade de "compactar" em tradução livre (sem fins didáticos) abaixo:

"Quem fala um segundo idioma é mais inteligente?"

No começo dos anos 50, pesquisadores observaram que pessoas que falavam mais de um idioma obtinham pontuações menores em testes de inteligência. Pesquisadores nos anos 60 observaram o contrário: pessoas bilingues obtinham pontuações superiores às das que falavam apenas um idioma.

Ano passado foram apresentados os últimos resultados sobre o tema em um encontro da American Association for the Advancement of Science. As evidências mais recentes indicam que ser bilingue não torna necessariamente a pessoa mais inteligente.

Mas a pesquisadora Ellen Bialystok, professora de psicologia da York University em Toronto, afirma que falar um segundo idioma provavelmente torna a pessoa melhor em determinadas habilidades. De acordo com ela, pessoas bilingues geralmente conseguem controlar seu foco de atenção melhor do que quem fala somente um idioma. Ou seja, possuem o "Sistema de Controle Executivo", responsável por esta habilidade, trabalhando de forma mais eficiente.

"Talvez este seja o mais importante sistema cognitivo(1) que temos pois é nele que são tomadas todas suas decisões sobre no prestar atenção, o que ignorar e o que processar," afirma Ellen Bialystok, que aponta que a melhor forma de testar o Sistema de Controle Executivo é o Teste de Stroop.

Este teste consiste em dizer o nome das cores em que várias palavras são escritas, ignorando as próprias palavras, que são todas nomes de cores.


ELLEN BIALYSTOK: "Assim, você tenta dizer a cor vermelha que está na palavra azul, mas a palavra azul é tão chamativa que liga todos os circuitos do seu cérebro, e você começa a querer dizer "azul". Então você precisa de um mecanismo que tire o foco da palavra azul para que você possa dizer "vermelho". Este é o Sistema de Controle Executivo."

O trabalho dela mostra que pessoas bilingues praticam constantemente esta função, já que ambos idiomas encontram-se ativos em seus cérebros ao mesmo tempo e eles precisam suprimir um para serem capazes de falar o outro(2).


Observações minhas:

(1) Cognitivo significa "relativo ao aprendizado", para quem não está familiarizado com o termo.

(2) Chamo a atenção para algo que ela menciona de passagem como sendo a coisa mais óbvia do mundo, mas que não parece tão óbvio para quem ainda não consegue aprender de forma satisfatória um segundo idioma: Não é possível falar um idioma sem "desligar-se" do outro.

Isto é algo que sempre menciono: Ninguém consegue falar inglês pensando em português ao mesmo tempo (por exemplo, utilizando a sequência português > tradução > inglês para cada palavra, cada expressão, cada frase dita).

Por isso enfatizo sempre que, para falar inglês de forma fluente e compreensível, deve-se praticar trazer as palavras em inglês à cabeça automaticamente - baseando-se nas definições/significados destas palavras, e não nas definições/significados dos "equivalentes" em português. Igualmente deve-se construir as frases em inglês baseando-se na "lógica" da gramática inglesa, que é diferente da "lógica" da gramática da língua portuguesa. Enquanto estiver tentando pensar em duas coisas diferentes ao mesmo tempo (inglês e português) será sempre desastre na certa, assim como acontece no exercício acima se você acaba observando tanto a cor quanto a própria palavra ao mesmo tempo.

Obrigado, Dra. Ellen!

Clique para ver o texto original em inglês
(Clique na imagem acima para abrir em uma nova janela o artigo original em inglês)
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